30.8.09

Instituições unidas para qualificar o ensino da educação básica no Pará

Mais de 250 professores dos municípios de Ponta de Pedras, Portel, Muaná, Salvaterra, Curuçá, Gurupá e Santo Antônio do Tauá iniciaram a formação de nível médio voltada ao magistério do Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil (Proinfantil), que a Secretaria de Estado de Educação (SEDUC) realiza em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA). A capacitação também acontece nos municípios de Santarém, Marabá e Capanema, envolvendo 820 professores cursistas de 31 municípios inscritos no programa no Pará.

Posse da nova diretoria da AMAM e entrega da nova sede.
27/05/2009


Tomou posse na tarde desta sexta-feira 22 de maio de 2009, a nova diretoria da Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam). Integram a entidade os prefeitos de Portel, Pedro Barbosa (presidente); Anajás, Edson Barros (vice-presidente); Bagre, Cledison Rodrigues (tesoureiro); Muaná, Raimundo Cunha (secretário); Breves, Antônio Leão; Melgaço, Adiel Moura; Salvaterra, José Gomes de Araújo; Ponta de Pedras, Pedro Paulo Boulhosa (conselheiros); e de Afuá, Odimar Salomão (presidente da Assembléia Geral), Amiraldo Pereira (diretor executivo).

Presentes também nesta solenidade, o vice-governador do Estado, Odair Corrêa; o Prefeito de Ananindeua e presidente da Famep, Helder Barbalho; os secretários de Estado, André Farias (Integração Regional), Valdir Ganzer( Transportes) e Carlos Leão(Esportes); o ex-governador Carlos Santos; o bispo do Marajó, Dom José Luiz Azcona, o deputado Arnaldo Jordy, e o ex-deputado Nicias Ribeiro além de todos os prefeitos da região.

Em seu discurso de posse, Pedro Barbosa agradeceu o apoio de todos e ressaltou a disposição de ajudar a tirar o Marajó da situação em que se encontra. “Não aceitei a presidência da AMAM para passar dois anos lamentando a situação em que se encontra a nossa região”. Enfatizou a necessidade de mudar a estrutura do Marajó que é um dos pontos principais para o desenvolvimento do arquipélago e da população marajoara. “As estruturas precisam ser modificadas”. Quando me dizem, por exemplo, que a eletrificação do Marajó não tem viabilidade econômica, ressalto que essa viabilidade só é possível com energia, pois como pensar em desenvolvimento sem os benefícios gerados pela luz elétrica?”“, relatou o prefeito de Portel.

Disse que vai buscar, com a ajuda de todos os prefeitos, soluções para os problemas da região. “A AMAM vai disponibilizar equipes técnicas para diagnosticar problemas e apontar soluções”, afirmou Pedro Barbosa em discurso. O vice-presidente empossado é o Prefeito de Anajás, Edson da Silva Barros.

Pedro Barbosa substitui na Amam a ex-prefeita de Ponta de Pedras, Consuelo Castro. Após a solenidade de posse, foi inaugurada a sede própria da Associação, um sonho antigo dos prefeitos da entidade conquistado a partir da união dos mesmos. “Fico muito feliz por ter contribuído com a realização deste sonho”, afirmou Consuelo Castro.

Durante período de gestão da ex Prefeita de Ponta de Pedras Consuelo Castro junto com o diretor executivo Dr. Amiraldo Pereira, muitos benefícios foram feitos, com a união dos prefeitos associados, um deles foi à compra da sede da AMAM. É um grande avanço para a associação, que desde a sua fundação residia em espaço alugado.

Com o objetivo de inventariar as espécies de peixes dos sistemas hídricos da Floresta Nacional (FLONA) de Caxiuanã (Melgaço/Portel, PA), foram realizadas coletas entre os anos de 1999 e 2004, abrangendo o maior número de ambientes distinguíveis com diversos métodos amostrais. Os métodos utilizados foram redes de tapagem, rede de cerco, rede de espera, mergulho livre e encontros ocasionais. Em um total de 208 espécies de peixes registradas, foi observada a dominância da ordem Characiformes (81 espécies), seguida por Siluriformes, Perciformes e Gymnotiformes. Estas espécies estão distribuídas em três principais ambientes: (i) pequenos igarapés, (ii) vegetação flutuante e (iii) áreas abertas dos rios e baías de Caxiuanã, mostrando que a heterogeneidade ambiental reflete-se na composição da ictiofauna na área do estudo. De acordo com o estimador Jackknife de 1a ordem e a curva de rarefação, o número estimado de espécies foi expressivamente maior do que o observado para os três tipos de ambientes analisados, sendo que para os igarapés a estimativa foi de 51 ± 6 espécies, bancos de macrófitas 70 ± 5 espécies e as margens dos rios e baías com 160 ± 11 espécies. Esses resultados demonstram a eficiência relativa das amostragens, indicando a necessidade de novas coletas nestes ambientes.

Ribeirinhos de Portel recebem concessão de uso da terra


Cláudio Puty entregou a certidão a uma das ribeirinhas, documento que garante cidadania a moradores de áreas de várzeas


Baixar fotosComunidades ribeirinhas do município de Portel, no Arquipélago do Marajó, receberam neste final de semana 600 Certidões de Autorização de Uso, como parte do projeto “Nossa Várzea”, destinado à regularização fundiária em áreas de várzeas. A iniciativa é da Superintendência de Patrimônio da União (SPU), por meio da Gerência da Secretaria do Patrimônio da União do Estado do Pará (GRPU/PA). A regularização fundiária de ocupações em terras públicas é feita pelo Termo de Autorização de Uso.

Ao entregar as certidões às famílias ribeirinhas, a União reconhece o direito à ocupação e possibilita a exploração sustentável das áreas de várzeas. O documento representa para a família beneficiada um comprovante oficial de residência e uma garantia de acesso à aposentadoria, a recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e a outros programas sociais do Governo Federal. Desde a implantação do programa já foram beneficiadas mais de 5 mil famílias ribeirinhas, principalmente na região do Marajó.


Para o chefe da Casa Civil da Governadoria, Cláudio Puty, que representou a governadora Ana Júlia Carepa na cerimônia de entrega, o Termo “é uma experiência inovadora e que, agora, os paraenses de Portel estão vendo o sonho se transformar em realidade".


Segundo ele, o título representa "o reconhecimento, por parte do Governo Federal, dos direitos das comunidades ribeirinhas extrativistas tradicionais, por meio da concessão da Autorização de Uso para o manejo e desbaste dos açaizais e colheita de frutos nativos. É um instrumento legal inovador, que garante o direito fundamental à moradia, além de fortalecer os laços de cidadania e sustentabilidade”.


Para Cláudio Puty, “o governo popular do Pará se sente orgulhoso de ser parceiro e ver que estamos de fato, construindo uma Terra de Direitos”.


A secretária Nacional do Patrimônio da União, Alexandra Reshke, ressaltou os esforços do Governo Federal para garantir que as comunidades ribeirinhas do Pará possam exercer o direito legal ao uso das terras onde moram.


Novo modelo - "Essa iniciativa da SPU faz parte de um novo modelo que, a partir de 2004, inverteu a lógica histórica – marcada pela predominância de princípios patrimonialistas e modelos de gestão cartorial –, mudando o foco, o que exigiu o reposicionamento institucional da SPU, para assegurar a permanente interlocução com outros órgãos da administração pública federal e, sobretudo, com as comunidades e populações que moram em áreas da marinha”, afirmou Alexandra Reshke.


Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Portel, Teófilo Lacerda, “nunca deixamos de acreditar no Governo Federal e na nova forma de governar o Pará, tendo à frente a governadora Ana Júlia Carepa”.


Da cerimônia de entrega, realizada no salão paroquial da Igreja de Nossa Senhora da Luz, também participaram Neuton Miranda, da GRPU, o prefeito de Portel, Pedro Barbosa, o vice-prefeito, Antonio Carlos Moura, vereadores do município e representantes de secretarias estaduais.


Texto: Keyla Negrão - Secom
Ofir Loyola deixa paciente de Portel na calçada

Edição de 09/07/2009

TRATAMENTO - Idoso de 64 anos amarga horas de agonia antes de ser atendido

Depois de viajar mais de 16 horas de barco de Portel, na ilha do Marajó, a Belém, com pouco dinheiro e muita tristeza, a família de Gregório Marinho Xavier, 64 anos, pede socorro. O idoso, que teve uma crise de saúde ocasionada por uma hepatite B, foi impedido por mais de duas horas de entrar no Hospital Ophir Loyola. Ele ficou desmaiado na calçada da travessa 14 de Abril. A única coisa que os funcionários lhe ofereceram foi um pedaço de papelão para que não ficasse deitado diretamente no chão.

Gregório Marinho entrou no hospital apenas depois da chegada da imprensa. Ele estava acompanhado da esposa, neta e dois filhos. Com um salário de R$ 465, ele bancou cinco passagens, que custaram um total de R$ 400 para, ao final, não ser atendido com dignidade. O idoso tinha os olhos amarelados e vomitou diversas vezes. Apesar de o hospital ser especializado no atendimento ao paciente com câncer, ninguém o encaminhou para outro lugar.

Segundo a esposa do senhor de 64 anos, Maria de Lourdes Maciel, Gregório já teve câncer de próstata e até hoje é paciente da casa de saúde. Ele teria, inclusive, consulta marcada com uma médica identificada apenas como Sheila para o início de agosto. A família de Gregório, que chegou com ele ao Ophir Loyola por volta de 6 horas, informou que, desde o início, os funcionários do hospital fizeram pouco caso da situação do idoso.


'CACHORRO'


Emocionada, Maria de Lourdes disse que o marido foi 'tratado como um cachorro'. 'Um idoso tem prioridade em qualquer lugar. Se a gente tivesse dinheiro para pagar um plano de saúde, meu marido não estaria passando por isso. Mas a gente não pode fazer nada', disse. Mesmo tendo sido levado para o setor de triagem do hospital, durante o período em que a reportagem de O LIBERAL esteve no Ophir Loyola, ninguém atendeu o paciente.

Segundo a assessoria do Hospital Ophir Loyola, o paciente Gregório Marinho Xavier fez um tratamento de câncer de próstata no hospital há cinco anos e está em fase de acompanhamento. Contudo, segundo a nota, ele deu entrada ontem de manhã por causa de uma suspeita de hepatite B, o que não é de competência do hospital. A triagem do Ophir Loyola só atende pacientes com câncer. Mesmo assim, segundo a assessoria, a consulta do paciente foi antecipada para ontem.

Como Gregório não mora em Belém, ele também foi encaminhado, junto com a família, à Casa de Apoio do Município de Mãe do Rio, onde pôde fazer a higiene pessoal e, posteriormente, retornar ao hospital.

Polícia flagra adolescentes em perigo

Edição de 24/06/2009

Marajó - Operação 'Cadê Seu Filho?' faz balanço das ações executadas na região do Marajó

A operação 'Cadê seu filho?', realizada pela Polícia Civil na região do Marajó, resultou no resgate de 22 adolescentes em situação de risco, no período de 10 a 17 de junho, nos municípios de Portel, Curralinho e Breves. Os resultados foram divulgados ontem, em entrevista coletiva na sede da Delegacia-Geral da Polícia Civil, em Belém. Os delegados Neyvaldo Silva, titular da Diretoria de Polícia Especializada (DPE), e Socorro Maciel, diretora da Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), apresentaram um panorama geral das ações realizadas na região, considerada crítica em ocorrências de abusos contra crianças e adolescentes, conforme denunciado pela Igreja Católica, através do bispo do Marajó, Dom José Luiz Azcona, na recente CPI da Pedofilia da Assembleia Legislativa do Estado. Em outro caso recente, no final de maio deste ano, o programa 'Fantástico', da Rede Globo, exibiu a venda de uma adolescente pela própria mãe a um desconhecido, por R$ 500, no município de Portel.

'Em decorrência das denúncias que recebemos nessa região do Marajó, resolvemos levar a operação até essa área. É a primeira vez que a operação foi levada para o interior do Pará, mas a intenção é de desenvolver a ação em outras localidades problemáticas no interior do Estado', declarou o delegado Neyvaldo Silva.

Para a delegada Socorro Maciel, a operação teve um resultado muito positivo, principalmente nas áreas de Portel e Curralinho. 'Encontramos crianças em situação de risco e resgatamos adolescentes exploradas sexualmente. Em Portel, oito crianças viviam em situação de risco e uma adolescente de 11 anos era abusada pelo padrasto. Em Breves, um senhor idoso abusava da neta e em Curralinho, três estabelecimentos comerciais foram fechados', contou Maciel. Segundo ela, na maioria dos casos, os pais das crianças demonstravam desconhecer o paradeiro dos filhos. 'Os responsáveis diziam não saber dos filhos, o que é um absurdo, pois mostra descaso. Os pais têm a obrigação de procurar saber onde estão e com quem estão as crianças', disse a delegada.

Ao todo, atuaram na operação uma delegada, um escrivão e 18 investigadores. Foram utilizadas três embarcações: o barco a motor 'Asa Branca' e as lanchas 'Ventania' e 'Suzy', da Polícia Civil. Os agentes efetuaram rondas ostensivas com fiscalização de veículos. A equipe da Delegacia Fluvial, sob comando do delegado Aurélio Paiva, fiscalizou embarcações na região, para prevenir assaltos e transporte de produtos ilegais, como drogas e contrabando.

Durante os oito dias de operação, seis motocicletas foram apreendidas e levadas para as delegacias dos municípios. Em Breves, os policiais deram cumprimento ao mandado de prisão preventiva contra o aposentado Manoel Rodrigues de Lima, 64. Ele foi preso na localidade de Furo do Vira Saia, por determinação do juiz Luiz Cardoso Menna Barreto, de Breves, sob acusação de abusar sexualmente da neta de sete anos. A prisão dele contou com apoio de policiais civis da Superintendência Regional das Ilhas, sob comando do delegado Lázaro Falcão, responsável pelo inquérito do caso. A delegada Socorro Maciel explica que essa foi a primeira operação do tipo no Marajó. 'A Polícia Civil não mediu esforços para concretizar essa operação', afirma.

Três bares foram fechados por permitir a venda de bebidas alcoólicas para adolescentes. Dois situados em Portel e outro em Curralinho. Nesta cidade, uma pessoa foi presa por desacato. O Conselho Tutelar acompanhou toda operação. A maioria dos pais ouvidos pela delegada alegou desconhecer que os filhos se encontravam nas festas. Em Portel, a população elogiou a operação policial. Na avaliação da delegada, as equipes policiais ficaram satisfeitas com os resultados da ação policial. Por isso, uma nova operação do mesmo tipo está sendo programada para o Marajó.


06/04/2009 - CPI reconvoca vereador de Portel para depor em Belém




Em reconvocação, deve prestar esclarecimentos, terça-feira (07/03), à CPI que investiga violência sexual contra crianças e adolescentes no Estado, o vereador Adson Mesquita (PMDB), do município de Portel. O depoimento deve ser realizado no plenário João Batista da Assembléia Legislativa. Ele deveria depor em oitiva na Câmara Municipal, durante a realização da Audiência Pública em Portel, durante a ida da CPI ao arquipélago marajoara.

O vereador responde a uma acusação de abuso sexual contra uma adolescente e o processo está em fase de diligência na Comarca do município. O adiamento e a transferência do depoimento para Belém foi solicitado “porque o vereador encontra-se na capital em tratamento de saúde”, no entanto não apresentou atestado médico.

“Se ele não comparecer será condução coercitiva porque ele estará querendo desmoralizar a CPI”, explicou o deputado Adamor Aires, presidente da CPI, no caso de ficar comprovado de que o vereador tentou enganar os deputados.

Enquanto era realizada a audiência pública no plenário, os assessores da CPI, em outras salas da Câmara Municipal, coordenada por Vera Tavares, ex-secretária de Segurança Pública do Estado, realizavam quatro oitivas. Foram ouvidos: o proprietário do Hotel Marino, Eugeny Jardim Monteiro; Marlúcia Caldas de Almeida; Roberto Andrada; e Shirley Santos Paiva, todos envolvidos em denúncias de abuso e patrocínio à violência sexual contra crianças e adolescentes em Portel.

AGENDA – Na quarta-feira (08/04), a CPI que investiga a violência sexual contra crianças e adolescentes no Pará volta a se reunir. Na ocasião, eles vão avaliar todos os casos que foram apresentados à Comissão e selecionar os que serão apurados pelos parlamentares.

fonte: Imprensa ALEPA

14.5.09

Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009
Regularização fundiária prepara Marajó para a economia solidária

No arquipélago do Marajó, Estado do Pará, foz do rio Amazonas, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), através de sua Gerência Regional (GRPU-PA), continua levantamento de campo, identificação e cadastramento de milhares de famílias ribeirinhas agroextrativistas que vivem em terras públicas federais de área de várzea nas inúmeras ilhas do estuário amazônico. Fase preparatória para ordenamento territorial e desenvolvimento socioambiental sustentável das comunidades.


Com esta providência estratégica para o desenvolvimento humano da região, a força-tarefa da GRPU-PA em parceria com municípios, igrejas e associações locais proporciona reconhecimento oficial a tantas famílias ribeirinhas detentoras de direito de posse tradicional, nos termos da Constituição Federal, pela primeira vez efetivada, desde 1988. Trata-se da prestação de serviço público difícil e complexo dada a dificuldade de acesso e locomoção, sobretudo pelo estado de abandono de localidades isoladas por rios, furos e igarapés extremamente afastados das sedes de municípios notáveis pelo baixo IDH. Lugares inóspitos onde, muitas vezes, além de avultado analfabetismo e endemias crônicas, famílias inteiras não tem nem mesmo certidão de nascimento para efeito de titulação de uso de terras da União. Daí a necessidade de cooperação de todos no enfrentamento desta grave situação de exclusão da cidadania, envolvendo algo perto de 500 mil brasileiros e brasileiras, muitos dos quais ainda de origem indígena pregressa recente.

Convém a opinião pública descobrir o contexto histórico pelo qual populações tradicionais amazônicas reconquistam agora direitos ofendidos pelo regime colonial e que a Democracia brasileira está integrando social e soberanamente. Já são cerca de 23 mil famílias atendidas para receber documento oficial de uso de áreas de várzea. Em Portel, uma primeira rodada de concessão de termos de autorização de uso foi realizada anteriormente e agora serão entregues mais 600 títulos de autorização. Medida Provisória assinada pelo Presidente Lula, vai agilizar a regularização fundiária através do MDA, que terá delegação para expedir documentação que antes era exclusiva do INCRA. Com isso o trabalho da SPU poderá ser acelerado.

O segundo passo após a regularização fundiária será implantação de planos de manejos comunitarios de uso multiplo, que através de associações e cooperativas tornará possível o uso sustentável dos recursos naturais pelos reais detentores da posse da floresta (comunidade agroextrativista).

Com objetivo de realizar o compromisso federal do ordenamento territorial sustentável e participativo do Marajó, para o qual o processo de regularização fundiária é uma prioridade, a GRPU-PA em parceria com a Prefeitura Municipal de Portel promove entrega de Termos de Autorização de Uso das áreas de várzea naquele município, dia 15/02/09, auditório "Manarijó", a partir das 8 horas, cidade de Portel (Marajó), Pará.

fonte: GRPU-PA /// parceria "Forum dos Povos das Água" e Museu do Marajó - www.museudomarajo.com.br
7/5/2009 18:46
Técnicos começam serviço topográfico para o linhão do Marajó
Da Redação
Agência Pará
Técnicos da Eletronorte e da Celpa estão desde quarta-feira (06) nos municípios de Breves e Cametá, fazendo o levantamento topográfico para definir o sequenciamento do linhão do Marajó, que vai levar energia elétrica da Hidrelétrica de Tucuruí para o Arquipélago do Marajó, um investimento superior a R$ 300 milhões.


O anúncio foi feito nesta quinta-feira (07), em Soure, pelo secretário de Estado de Integração Regional, André Farias, e pelo diretor de Planejamento e Programas Especiais da Celpa, Álvaro Bressan, durante audiência do Fórum do Marajó.


A reunião consolidou a unificação do Plano do Marajó com o Programa Territórios da Cidadania, do governo federal, e serviu também para um balanço das ações públicas desenvolvidas pelo governo do Estado na região. A integração das ações torna mais eficiente o processo de implementação do Plano Marajó e do Programa Territórios da Cidadania.


"Por determinação da governadora Ana Júlia Carepa, as ações públicas estão acontecendo no Marajó, ao contrário do que diziam os críticos do governo, que apostavam que elas não sairiam do papel", declarou o secretário André Farias, ao defender a integração dos dois planos, e anunciando que, nesta quinta-feira, participaria da inauguração do mercado de peixe de Gurupá, construído com recursos do Estado.


André Farias disse que as ações públicas que estão sendo executadas não seriam possíveis sem o projeto de desenvolvimento regional implantado pela governadora Ana Júlia Carepa. Seis secretários de Estado, representantes do governo federal, seis prefeitos, um vice-prefeito, um deputado federal, vereadores do Marajó e representantes da Igreja Católica e entidades civis participaram do encontro.


O representante da Casa Civil da Presidência da República, Yohaness Eck, defendeu a unificação dos dois planos e garantiu que o "Territórios da Cidadania" não atrasará a execução do Plano do Marajó. Ele agradeceu a presença de todos, em nome do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff, "que delegaram poderes para a elaboração e implementação do Plano do Marajó". Na avaliação de Eck, agora o objetivo é "reforçar o compromisso de implementar os dois planos, porque a voz da sociedade bateu às portas dos gabinetes em defesa do Marajó".


Combate à malária - A secretária adjunta de Saúde Pública, Danielle Cavalcante, informou ao público que em Anajás ainda continua alto o índice de malária, apesar dos esforços dos governos federal e estadual. Segundo ela, no dia 15 de maio será intensificado o combate à doença, com o objetivo de reduzir a incidência pela metade. Serão investidos nas ações R$ 425 mil. O Conselho Municipal de Saúde está sendo capacitado para fazer o monitoramento dos casos notificados, junto com a Prefeitura local.


Os secretários de Estado de Pesca e Aquicultura, Socorro Pena; de Assistência e Desenvolvimento Social, Eutália Barbosa Rodrigues; de Esporte e Lazer, Alberto Leão, e de Segurança Pública em exercício, José Sales, falaram sobre os investimentos que o governo do Estado está fazendo na região, em suas áreas de atuação.


Outros investimentos - O prefeito de Soure, João Luís Melo, destacou o momento importante para o município, lembrando outras obras que estão sendo feitas pelo governo, como a estrada de Cachoeira do Arari a Ponta de Pedras, e a matrícula de 400 alunos no ProJovem. João Luís também disse que já está garantido o repasse de R$ 8 milhões para Soure, recursos oriundos do PAC/Funasa, para investimentos em sistema de abastecimento de água e saneamento.


O Marajó também está recebendo ações nas áreas de inclusão social e cidadania, com a implantação de Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), em Breves, para atender toda a região, e o plano estadual de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, elaborado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). Foram entregues ainda quase 20 mil títulos de terra na região.


A Companhia de Portos e Hidrovias, vinculada à Seir, é responsável pela instalação de uma linha de transporte (Catamarã), que levará passageiros de Belém até o porto de Camará, em Salvaterra.


O Programa de Desenvolvimento do Turismo colocou o Marajó no roteiro nacional, por meio da consolidação de roteiros turísticos. O Prodetur dinamizará a economia da região, com investimentos de aproximadamente US$ 22 milhões, sendo 60% desse valor destinados à infraestrutura.


Será inaugurado, ainda este ano, o Hospital Regional do Marajó, com atendimento de média e alta complexidades, para atenderá a todos os municípios do arquipélago. Ainda neste primeiro semestre serão entregues os Hospitais Municipais de Bagre e Melgaço e liberados recursos para a conclusão da reforma do Hospital de Curralinho e Ponta de Pedras, e para as reformas dos Hospitais de Afuá, Anajás, Gurupá e Soure.


Participaram também da reunião os prefeitos de Gurupá, Moacir Alho; de Portel, Pedro Barbosa; de São Sebastião da Boa Vista, Laércio Rodrigues Pereira; de Salvaterra, Juca Araújo, e de Afuá, Odimar Salomão, além do vice-prefeito de Portel, Carlos Moura, e do deputado federal José Geraldo.

Portel repudia troca de sinal da TV Globo

Edição de 06/05/2009

Televisão - Moção na Câmara é contrária a ato do governo que impôs sinal da TV Cultura

A Câmara Municipal de Portel, no arquipélago do Marajó, aprovou, no último dia 30, moção de repúdio contra o ato da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, que trocou a transmissão do canal da TV Globo pela TV Cultura, cuja programação não agrada a maior parte da população local, que já se queixou na Casa. A moção é de autoria dos vereadores Moisés Moreira da Costa Filho, líder da bancada do Partido Progressista (PP) e José Pereira da Costa, líder da bancada do Partido Verde (PV), e foi aprovada em sessão ordinária.

O presidente da Câmara de Portel, vereador Washington Barbosa, já encaminhou a moção para conhecimento do prefeito de Portel, Pedro Rodrigues Barbosa, e a deputados estaduais que obtiveram votos em Portel nas últimas eleições. Segundo os vereadores Moisés Moreira da Costa Filho e José Pereira da Costa, autores do documento, as pessoas no município sempre tiveram por hábito assistir à programação de entretenimento da TV Globo, como as telenovelas, o que não é mais possível com a transmissão apenas da TV Cultura.


QUEIXAS


'Desde o ato da governadora, que mudou a transmissão da Globo para a Cultura, são frequentes as queixas dos moradores sobre a programação da TV aberta, e nós, vereadores, somos os únicos porta-vozes da nossa população', ressalta o vereador Moisés Filho. 'Portel é um município muito carente e quase sem nenhuma opção de lazer. As telenovelas e o ‘Jornal Nacional’ eram programas que faziam parte da cultura das pessoas aqui em Portel, como uma das poucas oportunidades de lazer de quem passa o dia inteiro trabalhando em áreas rurais', completa o vereador José Pereira da Costa.

Na moção os vereadores argumentam que a troca do sinal da Rede Globo pelo da Cultura aconteceu de forma abrupta e sem nenhum comunicado por parte da governadora, contrariando mais de 70% da população de Portel, segundo sondagem da Câmara. 'A maioria são pessoas de baixa renda, pessoas sem condições de comprar uma antena parabólica, como alguns já fizeram na cidade. Nosso povo portelense está, em sua maioria, desempregado, e por isso é vítima de ações arbitrárias como essa do governo', ressalta o documento assinado pelos vereadores.


PROTESTO


A moção ressalta ainda que, dia 23 de abril, sete dias antes da aprovação do repúdio, a sessão especial da Câmara, que discutiu o assunto, foi realizada com a participação do vice-prefeito do município, que é filiado ao PT, o partido da governadora, e ainda o vereador líder da bancada do partido em Portel, para não permitir a retirada do sinal, mas os apelos foram em vão, segundo reforçou o presidente da Câmara de Portel.

A moção de repúdio foi extensiva ainda à diretora da Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa), Regina Lima, e foram notificados do repúdio os deputados estaduais Miriquinho Batista e Bosco Gabriel, e os deputados federais Paulo Rocha, Zenaldo Coutinho, Gérson Peres e Jader Barbalho.

9.5.09

Menino de 10 anos ferido por zagaia passa bem

Edição de 14/04/2009

ACIDENTE - Porém, criança ainda não tem previsão de alta devido a risco de infecções

Passa bem o garoto Ronilson Ataide Mesquita, de 10 anos, ferido na região do olho direito por uma zagaia (espécie de arpão). O acidente aconteceu quando ele pescava com um primo no rio Pacajaí, município de Portel, na Ilha do Marajó. Ele foi operado por cerca de uma hora no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) em Ananindeua.

Ronilson sofreu fratura no osso chamado de 'assoalho da órbita', localizado abaixo do globo ocular, e outro ferimento na área do supercílio e da pálpebra, onde ficaram presas as duas ponteiras de ferro da zagaia. Segundo o avô da criança, Rubens Ataíde, Ronilson e um primo também de 10 anos saíram escondidos para pescar em um curral. O primo de Ronilson ficou na canoa enquanto ele mergulhou para atiçar os peixes na água, para que o primo pudesse acertá-los com a zagaia. Mas quando Ronilson submergiu, o primo confundiu o movimento na água barrenta do rio Pacajaí e atirou a zagaia. Por sorte Ronilson não teve o globo ocular atingido. A preocupação maior dos médicos agora é para evitar infecção, pois as duas ponteiras de ferro da zagaia estavam enferrujadas.
Vereador depõe na CPI da Pedofilia e diz que é perseguição política

Edição de 08/04/2009

O vereador de Portel, Adson Mesquita (PMDB) prestou depoimento, ontem, à CPI da Pedofilia da Assembléia Legislativa e disse que está sendo alvo de 'perseguição política' pelos adversários. Ele é acusado de ter abusado sexualmente de uma adolescente de 14 anos, em 2004. Porém, o vereador disse que nem conhece a adolescente que figura no processo como vítima. 'Isso é perseguição política. Nunca vi e nem conheço essa adolescente. Por isso, vim aqui para me defender e apresentar documentos que reuni sobre tudo isso', disse o vereador, que estava acompanhado na sessão do advogado João Nery.

Segundo o vereador, a adolescente teria caído em contradição nos dois depoimentos que prestou. No primeiro, que teria sido à polícia, ela teria dito que havia sido agarrada por dois homens e levada para a casa da sobrinha do vereador, onde teria sido abusada sexualmente por ele. Já no segundo - prestado à justiça - ela teria dito que havia ido ao encontro do vereador para apanhar um dinheiro para a mãe, ocasião em que teria sido agarrada pelo parlamentar e violentada.

Adson Mesquita acusou um ex-funcionário do Ibama, Amarildo Fomentini (morto há cerca de dois anos em um acidente de trânsito), de ter articulado a 'armação' contra ele. A adolescente teria sido trazida para Belém por Amarildo para prestar depoimento. O vereador também alega em sua defesa que os pais da menina também prestaram depoimento à justiça, este ano, e confirmaram que o vereador nem conhece a vítima. As cópias de todos os depoimentos citados por ele foram anexados e colocados numa pasta, que foi entregue, ontem, à CPI da Pedofilia durante o depoimento.

O vereador disse também que, antes de morrer, Amarildo teria sido exonerado do cargo que ocupava no Ibama por ter se envolvido em vários 'problemas' com madeireiros e empresários da região próxima a Portel. Após isso, ele teria trabalhado para um grupo político que teria iniciado uma ampla perseguição a Mesquita. Mas, o vereador não quis detalhar a qual partido político pertence o grupo e nem declinar nomes de possíveis adversários.

Mesquita disse, ainda, que durante essa 'perseguição', ele chegou a ser acusado pela mãe de uma adolescente, identificada como Luzileide Fernandes, de integrar uma rede de tráfico de adolescentes para a exploração sexual no exterior. De acordo com a denúncia um juiz e um delegado do município também integraria o esquema. No entanto, segundo ele - por ser uma denúncia infundada - não foi seque aberto um inquérito policial para apurar o caso.
Menina é atingida por bala perdida em Portel

Uma menina de sete anos foi baleada na cabeça, ontem pela manhã, no município de Portel, no Marajó. Ela estava em um barco com uma tia, prestes a voltar para casa, quando houve uma troca de tiros que acabou atingindo a menina. Ela foi trazida para Belém em estado grave.

Segundo informações de Dalcirene Lobato, 25 anos, tia da menina, a criança mora no rio Pacajá, próximo a Portel, e tinha ido até o município para fazer compras com a tia. As duas estavam no barco, quando houve uma troca de tiros entre dois homens. Blide Moura Braga, de 27 anos, perseguia Roberto Cezar Salazar, 23 anos, por causa de uma rixa entre os dois. Com uma arma caseira, Blide efetuou vários disparos e baleou Roberto, que pulou em um barco para fugir do rival.

Blide não teve qualquer preocupação em atingir os demais passageiros do barco e continuou os disparos. Um deles atingiu a cabeça da garota de sete anos, que perdeu bastante sangue no local. “Eu estava em casa quando fui avisada por telefone, fui correndo para o local, mas ela já estava sedada”, afirmou Dalcirene Lobato.

A polícia conseguiu prender o autor dos disparos que foi autuado em flagrante pelo delegado Adalberto Cardoso e responderá pelo crime de tentativa de homicídio. A menina foi encaminhada para a capital paraense, devido o estado delicado em que ela se encontrava. Com o apoio da Prefeitura de Portel, Letícia foi transferida para Belém em um avião que chegou à capital por volta das 16h de ontem.

Mas, ao desembarcar em Belém, a família ainda foi obrigada a esperar uma ambulância para transportar a menina para o hospital. A angústia da tia era grande, já que a menina estava com febre e sua cabeça sangrava bastante. Uma unidade do Samu (192) chegou 20 minutos depois.

A criança foi levada para o Hospital Metropolitano, onde passou por uma cirurgia para a retirada do projétil. O quadro clínico da menina no início da noite de ontem era estável e ela permanecia em observação na UTI Pediátrica do Metropolitano. (Diário do Pará)



PORTEL


A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher na tarde de anteontem, no município de Portel, na Ilha do Marajó. Segundo investigadores da cidade, Lucimar de Oliveira Gomes, de 41 anos, morava no Km-18 da Rodovia Portel-Tucuruí e foi encontrada morta no quilômetro 12, próximo à lavoura onde trabalhava. A Polícia ainda não tem pistas de quem cometeu o crime.

O companheiro de Lucimar, Manoel do Socorro Mendes dos Santos, foi quem acionou os policiais. Eles conviviam há oito meses. Segundo Manoel, Lucimar saiu com ele por volta das 6 horas de ontem para trabalharem na lavoura. Chegando lá, Lucimar disse ao companheiro que iria fazer compras na cidade e no final da tarde se encontraria com Manoel para voltarem juntos para casa. Manoel permaneceu na roça e Lucimar foi para a cidade.

Por volta das 17 horas, um amigo de Manoel o procurou para dizer que havia encontrado o corpo de uma mulher à beira da rodovia. Ele foi ao local e constatou tratar-se de sua companheira. Lucimar foi morta com vários golpes nas mãos, nos braços, no pescoço, nos ombros e no seio direito. A Polícia investiga o assassinato. A hipotése de latrocínio foi descartada, pois os objetos da vítima ainda estavam no local. O corpo de Lucimar foi levado para o necrotério do Hospital Municipal de Portel.


PF apreende 107 quilos de cocaína

Edição de 21/11/2008

Portel
Droga estava no casco de voadeira. Três homens foram presos em flagrante.

Policiais federais apreenderam 107 quilos de pasta-base de cocaína, no município de Portel, na ilha do Marajó. A droga estava no casco de uma voadeira (embarcação veloz). Três homens foram presos em flagrante. É, em menos de um mês, a segunda apreensão de droga com as mesmas características. As detenções foram feitas no final da tarde de quarta-feira, 19.

Ontem à tarde, homens do Corpo de Bombeiros 'rasgaram' o casco da lancha, de onde os agentes retiraram a pasta-base de cocaína. Segundo os policiais federais, a voadeira saiu de Tabatinga, no Estado do Amazonas, cidade que faz fronteira com a Colômbia. Na embarcação, viajavam Francirlei Santos Leão, 22 anos, Janes Torres de Almeida, 42, ambos de Tabatinga, e Raimundo Lobato Moreira, 36 anos, paraense de Portel. Os três foram presos. Conforme os agentes, Raimundo saiu de Portel e foi se encontrar com os outros dois homens em Manaus.

De lancha, os três seguiram para Portel, provavelmente seguindo as coordenadas dadas pelo paraense. A viagem, de Tabatinga àquela cidade no Marajó, durou 20 dias, informou o agente Fernando Sérgio Castro, assessor de imprensa da Polícia Federal. Segundo o delegado Eduardo Passos, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da PF, as investigações começaram há 30 dias. Ele lembrou que, no mês passado, os agentes fizeram uma apreensão semelhante, em que a droga também estava no casco de uma embarcação.


ANDAMENTO


O delegado Eduardo Passos disse que as investigações continuam em andamento, até para descobrir se há conexão entre a apreensão de agora e a do mês passado. Os primeiros indícios apontam que pode, sim, haver ligação entre os dois grupos de traficantes, mas somente as apurações poderão confirmar, ou não, essas suspeitas. O chefe da DRE acredita que a droga seria comercializada no Pará. E que tudo indica que a pasta de cocaína é oriunda da Colômbia, o que também deverá ficar esclarecido no decorrer das investigações. Tabatinga faz fronteira ainda com o Peru.

De Portel até a capital paraense, a lancha foi transportada em uma embarcação da Delegacia de Polícia Marítima (Depom), da Polícia Federal. Durante o interrogatório, o delegado Eduardo Passos perguntaria aos presos detalhes sobre o transporte da cocaína. Os acusados foram autuados por tráfico de entorpecente. Eles vão continuar presos, à disposição da Justiça Federal.

À pasta-base seriam adicionados produtos como solução de bateria e barrilha, que aumentam a quantidade do produto em duas ou até vezes, garantindo, assim, mais lucros aos traficantes. Somente este ano, a PF apreendeu mais de uma tonelada de cocaína no Pará, acrescentou o delegado Eduardo Passos.

O cão labrador 'Max', da PF, foi usado para indicar onde havia droga na embarcação. Sob o comando do sub-tenente Mathias, do 11º Subgrupamento Bombeiro Militar, que funciona no Comando Geral da corporação, os bombeiros começaram seus trabalhos por volta das 15h40. Para serrar a lancha, eles usaram dois tipos de equipamentos. Um moto esméril, utilizado para cortar ferro e concreto, e um equipamento que parece um alicate gigante e é chamado de 'desencarcerador'. Esse material é empregado em acidentes de carro, quando as vítimas ficam presas nas ferragens. A operação deu muito trabalho aos bombeiros, que concluíram o serviço por volta das 17h10.

Em outubro, 70 quilos foram apreendidos

Em outubro, a PF apreendeu mais de 70 quilos de pasta-base de cocaína. À época, três pessoas também foram presas: Acendino Santos, 33 anos, Everton Serrão de Souza, 22, e Cléber Rogério Souza, 29. Naquela ocasião, o delegado Eduardo Passos explicou as prisões eram resultado de cerca de dois meses de investigações e de um trabalho intenso da inteligência da PF no monitoramento de grupos e pessoas nos Estados do Pará e Amazonas.

A droga apreendida estava escondida no casco de uma pequena lancha. Segundo as investigações da PF, o início da viagem da balsa teria ocorrido na cidade amazonense de Tabatinga, rota usual da droga que chega ao Brasil vinda de Letícia (Colômbia), mas a lancha com a droga só teria sido embarcada em Santarém, cidade do oeste paraense. Com a droga sendo monitorada passo-a-passo, a PF esperava para o início da tarde daquele dia a chegada da balsa em Belém. Policiais miiltares e rodoviários federais ajudaram na operação. PM e PRF levaram para o porto a cadela 'Lua' e o cachorro 'Figo', cães farejadores treinados para localizar entorpecentes.

Conforme as expectativas da Polícia, a droga chegou por volta das 15 horas, em um porto localizado na avenida Bernardo Sayão. Os policiais ficaram de campana e só agiram no momento em que três homens chegaram em um Siena preto para receber a lancha.

Acendino, Everton e Cléber estavam no veículo. Dois dos acusados negaram ter conhecimento de que haveria droga na lancha e apenas Cléber confessou que estava ali para pegar o entorpecente. Ele declarou ainda que receberia R$ 10 mil pelo serviço. Everton e Acendido alegaram que foram contratados por Cléber para ajudar no transporte da embarcação. Everton, o mais novo do trio, disse que era o único a possuir carteira de habilitação e que, por isso, foi chamado por Cléber, para que dirigisse o veículo até o porto e depois, um suposto caminhão, que faria o transporte da lancha, mas não soube dizer para onde. O destino da droga e o comprador são questões que a PF ainda tentará descobrir partir do depoimento dos acusados.

A lancha foi levada para a sede da PF em Belém e lá, também com a ajuda do Corpo de Bombeiros, foi 'descascada', revelando as dezenas de pequenos pacotes que recheavam o casco. No dia da apreensão, a Assessoria de Imprensa da PF informou que os 103 tabletes apreendidos configuravam a maior apreensão de pasta base de cocaína feita este ano, mas essa quantidade foi superada com a descoberta, ontem, de 107 quilos do mesmo tipo de droga.

16.7.08




Empresa esclarece sobre atividades florestais

Nota de esclarecimento à matéria intitulada 'Estrangeiros são donos de cinco hectares na região', publicada em O LIBERAL, caderno Atualidades, na última segunda-feira (14).

Em nenhum momento a empresa Precious Woods foi procurada para responder a qualquer dúvida ou acusação divulgada no material publicado, considerando que o conteúdo da matéria, em vários aspectos, não condiz com a verdade e apresenta dados desconexos e até confusos em relação às atividades da empresa.

A Precious Woods é uma empresa que há oito anos atua no Pará e há mais de 20 anos na região amazônica, e não é estrangeira holandesa, como fez publicar este jornal. É certificada com selo verde do FSC (Forest Stewardship Council), desde o início de suas operações no Estado, certificação concedida a um grupo seleto de empresas no País, o que garante que a madeira comercializada pela empresa se origina de florestas nativas bem manejadas. Este sistema de certificação é considerado o mais rigoroso e de maior credibilidade do mundo.

No Pará, a Precious Woods está em Belém, Tucuruí e Portel, sendo que neste último município mantém um projeto de manejo florestal sustentável (PMFS), autorizado pelo Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), desde 2002. O projeto de manejo é o documento entregue ao órgão ambiental responsável, propondo as ações planejadas de forma encadeada e lógica que serão desenvolvidas em uma determinada área florestal para a execução do manejo florestal sustentável.

Este manejo florestal implica potencialização e regeneração das riquezas da floresta, uma vez que sua exploração cuidadosa, com considerável redução de impacto ambiental, aplicação de tratamentos sivilculturais, contribui para que a floresta mantenha sua forma e função mais próximas de seu estado original. Com isso, a floresta continua desempenhando suas funções, evitando, assim, os riscos de incêndio, mas sobretudo protegendo o solo contra a erosão, preservando a qualidade da água e abrigando a biodiversidade. Enfim, o bom manejo contempla, em todos os aspectos, a sustentabilidade emergente no contexto da globalização. Conceito este totalmente diferenciado do reflorestamento citado na matéria e que nunca fez parte de qualquer TAC assinado por nossa empresa.

A área que a Precious trabalha em Portel é de 39 mil hectares, diferentemente dos 80 mil hectares atribuídos na matéria, um equívoco da matéria publicada. A área vizinha da empresa, que representa quase 50 mil hectares, esta afetada desde 2005 pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), conforme portaria N/INCRA/SR27-N-064/2005, para instalação de um assentamento denominado Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Cururuí.

Em 2005, foi elaborado e assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre Ministério Público Federal (MPF), Ibama e Incra que tratou dos projetos de manejo de todas as empresas que atuam em áreas públicas federais, visando à assinatura de contratos de transição para futura concessão florestal, de acordo com o artigo 70 da Lei de Gestão de Florestas Públicas, posteriormente regulado pela instrução normativa nº 002/2006, expedida pelo Ministério do Meio Ambiente. O TAC, portanto, não versa e tampouco é específico sobre a atividade da Precious Woods, conforme foi noticiado pelo jornal. Um desconhecimento de um processo nacional e de uma lei federal amplamente divulgada.

A partir da assinatura do contrato de transição com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), em 2007, a empresa deu continuidade à execução do plano de manejo, pagando os devidos royalties por metro cúbico ao governo federal. Todos os critérios para atividades em áreas públicas federais constam da lei de gestão de florestas públicas, aprovada no Congresso Nacional.

Ao contrário do conteúdo da matéria, a empresa nunca devastou parte e nem todo de área em Portel. A informação divulgada é infundada, inverídica e totalmente descabida. Registra-se que a mesma área foi invadida por pessoas armadas - e não por famílias ligadas à agricultura familiar -, causando, aqueles, mortes de animais, derrubadas de vegetação nativa, fatos denunciados ao MPF, Ibama, Delegacia de Meio Ambiente da Polícia Civil (Dema) e SFB, que por sua vez acionou a Polícia Federal para investigação do caso.

A denúncia motivou visita in loco de representantes dos órgãos públicos competentes, MPF, SFB, Incra e Ibama, ocasião em que foi constatada a invasão da área e a degradação do meio ambiente por parte dessas pessoas. A visita culminou em reintegração de posse em favor do governo federal, representado pelo SFB, atual gestor das florestas públicas.

O PMFS é monitorado pelo Serviço Florestal e fiscalizado pelo Ibama, permanentemente, e tem sofrido auditoria independente por vários anos. Além disso, como parte do processo de certificação com selo verde, a Precious Woods também associou ao seu projeto de manejo ações sociais, como a implantação e manutenção de uma casa familiar rural para formação de jovens do município e a construção, em andamento, de um posto de saúde, ambos em parceria com a Prefeitura de Portel.

Por fim, a Precious Woods vem a público esclarecer que não é proprietária de terras no Pará, mas autorizada pelo governo federal para execução de projeto de manejo florestal em áreas públicas federais, mediante contrato de transição.

Carla Ferreira

Analista em Comunicação

Empresarial

Eko - Estratégias em

Comunicação

13.7.08

Justiça
Não faltava mais nada em Portel, no imbróglio entre ribeirinhos da região e a empresa ABC, processada na Justiça Federal por violação de direitos humanos.

• Novas denúncias apontam que ela estaria cobrando R$ 15 dos ribeirinhos por cada metro cúbico de madeira extraída na área.
Fonte: O Liberal

10.7.08


PORTEL RIBEIRINHOS

Diagnóstico
Até novembro deste ano estará concluído o Diagnóstico Participativo nas comunidades que residem às margens dos rios Camarapi e Pacajá, em uma área de 120 mil hectares do município de Portel, região do Marajó. O Diagnóstico representa um momento essencial para que ribeirinhos, empresas e órgãos públicos possam interagir e gerar desenvolvimento social e sustentável na região.

Cadastro
Até o momento, já foram cadastradas 258 de aproximadamente 300 famílias residentes na área. O Diagnóstico é resultado de parceria entre as empresas Cikel, ABC Agropecuária, as Ongs Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, prefeitura e Sindicato Rural do município.

9.7.08


Operação “Verão é para quem sabe viver” garante segurança nas praias

A operação "Verão é para quem sabe viver" vai atingir 56 municípios do Estado

A operação “Verão é para quem sabe viver”, do Governo do Estado, vai distribuir 20 mil CDs nos principais balneários e rodovias paraenses com músicas de cantores da terra, com destaque para Verequete. Além de carimbó e músicas de artistas paraenses, os CDs também contêm mensagens da campanha “Verão é para quem sabe viver”, alertando os motoristas e passageiros de ônibus, vans e veículos particulares para os cuidados que se deve ter no caminho para os balneários e durante a estadia dos banhistas na praia. Alertas para evitar o uso de bebidas alcoólicas ao dirigir e para o uso o cinto de segurança são exemplos das mensagens

A Polícia Militar vai reforçar o policiamento ostensivo em 56 municípios, mas sem deixar Belém descoberta. O Comando de Policiamento da Capital (CPC) e o Comando de Missões Especiais (CME) garantirão o policiamento nas ruas e nas casas penais e seccionais da região metropolitana. Também haverá policiamento fluvial em Soure, Salvaterra Breves, Portel, Curralinho, Bagre, São Sebastião da Boa Vista e Ponta de Pedras. Terão atenção especial a “Festa das Tribos”, de Juruti; o “Marajófolia”, em Breves; e o “ arucara 2008 em portel.

Produção de jovens e crianças no arraial junino do Curro Velho belem
Da Redação
Agência Pará

A Fundação Curro Velho (FCV) vai realizar uma série de eventos em comemoração ao período de festas juninas. Além de danças típicas, serão mostrados trabalhos feitos por jovens que participam de oficinas desde o início do ano. Ainda em fevereiro, a fundação iniciou um trabalho de divulgação da cultura junina entre os jovens e crianças, com aulas de dança, teatro e oficinas de confecção de instrumentos, que serão usados por eles nas apresentações deste mês.

Os eventos pretendem reconstituir e fortalecer as bases coletivas e solidárias de uma das mais expressivas manifestações culturais: as festas juninas. O incentivo ao reconhecimento dos elementos folclóricos é um dos objetivos da FCV.


Além de apresentações de dança e teatro, e exposição de trabalhos artesanais relacionados ao tema junino, o programa da fundação contou com um seminário realizado entre os dias 17 e 20 de junho, que debateu o significado dos símbolos juninos, como o pássaro e o boi, e formas de gestão pública na área de cultura.


17h - Abertura com cortejo de bois, pássaros e bichos. Saída da Universidade do Estado do Pará (UEPA), localizada na travessa Djalma Dutra. O arrastão passará pela Vila da Barca, com chegada na FCV, com levantamento do mastro de todos os Santos. O evento contará com a participação do Boi Bumbá Caprichoso.

18h30

- Teatro da FCV: pássaros e bois do interior do Estado - Cametá, Portel, Abel, Figueredo, Colares e São Caetano de Odivelas

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4.7.08

PORTEL MOMENTOS 8


BATE PAPO PORTELENSE