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18.4.08

Conselheiros do Marajó e de Carajás interagiram por vídeoconferência

Da Redação
Agência Pará

O governo do Estado realizou no último sábado (29), no Centur, o segundo encontro regional do Planejamento Territorial Participativo (PTP) entre os representantes dos 16 municípios que formam o arquipélago do Marajó. Segundo o coordenador regional do PTP/Marajó Pedro Paulo da Fonseca, aproximadamente 300 conselheiros, de um total de 333, compareceram ao evento.

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Ao mesmo tempo acontecia em Marabá o encontro da regional dos Carajás, com as presenças na mesa de abertura do secretário de Estado de Planejamento José Júlio Lima, do prefeito de Parauapebas Derci Lermen, e de mais duas conselheiras daquela região. Os dois momentos foram acompanhados, simultaneamente, por dois telões, através de uma vídeoconferência. A tecnologia de ponta que o Governo do Estado tem procurado utilizar para integrar as regiões proporcionou uma maior interação entre os participantes de cada evento, independente das distâncias geográficas.

E-Car - Em Belém, compuseram a mesa de abertura o secretário de Estado de Integração Regional André Farias, a superintendente do PTP Edilza Fontes, o representante do Ministério da Integração Nacional Júlio Miragaya, o prefeito de Portel Pedro Rodrigues, o presidente do Prodepa Renato Francês, e a conselheira de Ponta de Pedras Maria do Socorro Baía.

Na ocasião a superintendente do PTP, Edilza Fontes, lançou, oficialmente, o Sistema de Controle, Acompanhamento e Avaliação de Resultados, o E-Car, desenvolvida pela Prodepa, ao qual os conselheiros terão acesso. Trata-se de um sistema de monitoramento via on-line das obras e serviços aprovados no PPA 2008-2011, que serão executados pelo Governo do Estado.

UMA SEMANA SEM AGUA!

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COSAMPA
Mais uma vez a população está sendo castigada com a falta de água, o problema que havia

EXPLICAÇÃO
e o fornecimento da água irá depender do tempo que será gasto para o concerto da peça.

CIDADE NOVA

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Transtornos e sofrimentos: moradores sofrem com a falta de água e se viram como podem
Senhora de 72 anos busca água
na casa de amigos
Enquanto isso os moradores que não têm nada a ver com o problema são os mais sofrem e passam por transtornos e dificuldades. Maria Leide de 67 anos de idade e com Problemas de saúde , contou que vem tendo dificuldades até para tomar banho. De acordo com ela há vários dias vem tomando banho com um litro de água. ”Isso é uma covardia que estão fazendo com a gente”, desabafa.
Bispo tem encontro negado

Edição de 18/04/2008
Irritada com as declarações do Clérigo sobre o governo, Ana Júlia não quer conversar com Dom Luiz Azcona

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O bispo da Prelazia do Marajó, Dom Luiz Azcona, tem sido pressionado e criticado desde a última segunda-feira, 14, quando voltou a denunciar casos de exploração sexual nos municípios da ilha do Marajó, notadamente Portel e Breves. Ontem, uma fonte ligada ao religioso confirmou que a governadora Ana Júlia Carepa se negou a marcar um encontro com Azcona para tratar dos assuntos denunciados e que Carepa teria ficado 'muito irritada' com as declarações de Azcona. O bispo declarou aos jornalistas que o Pará vive uma situação de 'ingovernabilidade' e que o Estado é omisso diante da exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo uma outra fonte, Azcona e os bispos Dom Erwin Krautler, do Xingu, e Flávio Giovenale, de Abaetetuba, ambos ameaçados de morte, assim como o sacerdote de Soure, têm tentado conversar com a governadora, mas as tentativas têm sido negadas. 'Temos sido muito pressionados depois das declarações dele (Azcona) por pessoas que gostam desse governo e não aceitam críticas'.

Ontem, o senador José Nery divulgou que irá convocar o religioso para prestar as mesmas declarações ao Senado Federal, em Brasília. Procurada, a assessoria da governadora Ana Júlia negou qualquer tentativa de encontro entre ela e os religiosos e acrescentou que ninguém do governo falará sobre a suposta irritação da governadora.

Resultado de omissão ou não do governo, o fato é que a exploração sexual de crianças e adolescentes na ilha do Marajó existe e faz mais vítimas a cada dia, sem que haja uma resposta na mesma medida de qualquer órgão público. Desde 2006, vários casos foram relatados pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. Em um dos casos, envolvendo uma adolescente de 14 anos, a menina foi aliciada por outras duas adolescentes a mando de um vereador e depois estuprada na casa dele. Após denunciar o caso, a garota teve que deixar a cidade por ser ameaçada por ele e seus familiares.

Na segunda-feira, em tom de indignação, dom Azcona contou sobre a existência de crianças de 12 anos que são exploradas em troca de comida ou de alguns trocados, muitas delas estimuladas pelos próprios pais.

Senado debaterá denúncias de religioso

As denúncias do bispo do Marajó, dom Luiz Azcona, sobre exploração sexual de crianças, tráfego de mulheres, e narcotráfico na ilha vão ser debatidas em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal. O requerimento, de autoria do senador José Nery (PSOL/PA), foi aprovado por unanimidade. O debate será realizado em maio, em dia ainda a ser marcado. Participarão da audiência representantes da Polícia Federal e do Ministério das Relações Exteriores.

Demissões na indústria madeireira causam decadência social

Os municípios de Breves, Melgaço, Oeiras e Portel na Ilha do Marajó já sofrem as conseqüências das demissões em massa no setor madeireiro, que praticamente paralisou a economia da região. O aumento da violência e, conseqüentemente, o tráfico de drogas e a prostituição infanto-juvenil foram alguns dos efeitos do desemprego.

Em Portel, cidade com aproximadamente 60 mil habitantes, a freqüência de adolescentes envolvidos com o tráfico de drogas aumenta diariamente. e comun nos finais de semana o posto policial ficar lotado devido o alto indices de delitos.
Fonte:Amazonia Jornal

17.4.08

Projeto médico vai de volta a portel para atender ribeirinhos

Edição de 17/04/2008


As populações ribeirinhas da Ilha do Marajó vão receber atendimento especial de saúde nos próximos 15 dias. Equipes médicas do projeto 'Rios de Saúde' embarcaram na manhã de ontem, em Belém, no Navio Auxiliar Pará, para a segunda expedição do projeto 'Rios de saúde', que irá percorrer os municípios de São Sebastião da Boa Vista, Curralinho, Oeiras do Pará e Portel, na Ilha do Marajó.

A secretária de Saúde Laura Rosseti prestigiou o embarque da equipe médica, que vai atender os casos de clínica médica e orintar sobre os riscos de doença, vacinação e exames de pré-natal.

O Navio devera permanecer em portel de 3 a 4 dias fazendo o atendimento
“Estado está ingovernável”

Edição de 15/04/2008

MARAJÓ
Bispo acusa os poderes públicos de se omitirem no combate a crimes


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Um Estado em situação de ingovernabilidade, omisso diante da exploração sexual infantil e com forte presença do narcotráfico. O quadro descrito ontem pelo bispo do Marajó, dom José Luiz Azcona, em entrevista em Belém, estende-se a todo o Pará a condição crítica observada no arquipélago.

O bispo, de 68 anos, que no próximo dia 4 de maio vai completar 21 anos à frente daquela prelazia, é autor da tese de doutorado 'O Povo Marajoara na Ótica da Igreja Católica', publicada no Brasil e na Itália. Estudioso e profundo conhecedor da vida na região, é um dos maiores defensores do povo do Marajó.

Em tom de indignação, dom Azcona, que está ameaçado de morte, fez pesadas críticas às diversas esferas do Poder Público, a quem considerou omissas com a região, apesar das freqüentes denúncias encaminhadas por entidades como a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Criticou o sucateamento dos conselhos tutelares e destacou que os casos mais graves têm acontecido em Portel e afirmou que Breves 'é um antro de perversão' e de 'difícil convivência, por causa de crimes e falta de respeito com a mulher e o menor'.

Nesses locais, diz o bispo, crianças de 12 anos se prostituem em troca de comida ou de alguns trocados, muitas delas estimuladas pelos próprios pais. 'Tenho que comunicar que não é uma problemática exclusiva da região do Marajó. Lá, está agravado', afirmou. 'Todo o Estado está tomado por essa execração que é a exploração sexual de menores.'

Outra área crítica destacada pelo bispo está localizada num trecho do rio Tajapuru, que margeia os municípios de Breves e Melgaço. Meninos e meninas de 12 a 16 anos aproveitam o percurso das balsas para subir nas embarcações e se prostituir em troca de carne ou óleo de cozinha. Pelo rio Tajapuru passam cerca de 75% da mercadoria e transporte humano movimentado na rota entre Belém até Macapá.

'Essa vergonha pública ainda segue de modo intenso. Os prefeitos de Melgaço e Breves, o Ministério Público, todos conhecem (essa realidade). Ninguém mexeu um só dedo para arrancar essa abominação', diz o bispo. 'O Estado entrou numa situação de ingovernabilidade'. E acrescentou: 'Esta realidade de desfalecimento ético não só das famílias, como do Poder Público, tem que ser denunciada claramente.'

Por conta das denúncias que vêm realizando, outros dois bispos - dom Flávio Giovenale, de Abaetetuba, e dom Erwin Krautler, bispo do Xingu e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) - também estão sendo ameaçados. Durante a 46ª Assembléia da CNBB, realizada no início do mês em Indaiatuba, São Paulo, a entidade divulgou uma nota de solidariedade aos bispos ameaçados e que atuam na defesa dos direitos humanos e do meio ambiente na região amazônica. Existe uma proposta de que o documento seja encaminhado ao ministro da Justiça, Tarso Genro, e à presidência da República.


Poder


O bispo do Marajó lembrou que há cerca de um ano e meio a Polícia Federal desbaratou uma quadrilha que se dedicava à exploração sexual e ao tráfico de seres humanos através da Guiana Francesa. Nos arquivos da organização criminosa, a polícia descobriu que 178 mulheres - 52 delas apenas em Breves - inclusive menores, haviam sido enviadas ao exterior através do esquema. 'O responsável foi preso em Oiapoque. Apareceram seis advogados para tirá-lo da prisão. Isso indica o poder econômico de quem está por trás do tráfico de seres humanos', diz o bispo.

'No Aeroporto de Guarulhos, prenderam uma menina de 16 anos, de Portel, quando ela embarcava para Madri. Ela mesma disse: ‘Não sou a única. Dentro de alguns dias vêm outras mulheres’.'

Em Portel, disse o bispo, há dois anos uma audiência pública foi realizada para tratar do abuso sexual contra uma menina de 14 anos, que, segundo dom Azcona, teria sido praticado pelo madeireiro Roberto Lobato da Cruz, filho do prefeito da cidade, Ademar Terra da Costa.

Em 2006, as denúncias do bispo motivaram a ida a Portel de representantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. 'A Justiça ainda não aconteceu.' Ele diz, ainda, que o promotor do caso foi afastado por conivência. 'Ele pediu que elas (as menores) assinassem declaração de que tinham recebido 500 reais para mentir (que foram abusadas)', afirma Azcona.

Também a estrutura do Estado para a reabilitação social está comprometida. Em dezembro, a delegacia de Portel tinha 61 presos num espaço para onze pessoas. Desses, 17 haviam sido acusados de envolvimento com o narcotráfico. Atualmente, segundo o bispo, todos estão soltos. Na carceragem feminina, das seis mulheres, cinco vinham do narcotráfico. Uma das detentas, sexagenária, era reincidente. 'O tecido social do Marajó está se esfacelando cada vez mais. Dois prefeitos me disseram que, dentro de alguns anos, o narcotráfico iria eleger todos os prefeitos do Marajó', afirma o bispo. 'O Marajó está sendo refúgio de pessoas degeneradas.'

De acordo com a irmã Henriquetta Cavalcante, da CNBB, as denúncias de exploração sexual infantil e juvenil no Marajó foram levadas até a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). 'Nossa indignação gira em torno da passividade e da lentidão de órgãos para investigar essas denúncias', diz a religiosa.

Coordenador da Pastoral do Menor diz que juízes não comunicam prisões

André Franzine, coordenador regional da Pastoral do Menor no Pará e Amapá que acompanhou o caso da menor L., presa com 20 homens em Abaetetuba, preferiu não dar detalhes sobre a atual situação da família da garota. Afirmou que o caso da menina é semelhante ao de muitas outras no Pará que são levadas à prostituição. Sem citar o município onde ocorreu o fato, ele relatou o caso de uma garota de oito anos que ganhava alguns centavos para deixar que os homens pegassem em seus seios. 'Em geral, o nosso Pará é o lugar da impunidade', afirma Franzine.

Ele afirma que o problema é maior nas áreas ao redor dos grandes projetos de mineração, a exemplo de Vila do Conde, sul do Pará e Santarém. 'São meninas que não dão trabalho pra polícia. Há juízes que nem comunicam a Defensoria Pública que o menino ou a menina está presa', afirma. Ele também criticou o atendimento às vítimas. 'Continua tendo um conselho tutelar só. Tem delegado que sai sem camisa da sala de plantão, nem ouvindo o que a vítima tem a falar.' Cinco meses depois do caso da menor em Abaetetuba, ele diz que a delegacia do município se encontra da mesma forma e não possui carceragem feminina.

Ele ressaltou que o narcotráfico está fortemente relacionado com a pobreza do município e observou que somente em Abaetetuba os traficantes operam cerca de 200 bocas de fumo. Sobre a juíza Clarice Maria de Andrade, titular da Comarca de Abaetetuba na época em que a menor L. Foi presa, ele afirmou: 'Ela faz parte do poder público. Ela não faz parte de uma ONG. É muita coragem ela jogar a culpa sobre o Poder Público.'

Secretário admite lentidão entre denúncias e o combate a problemas

O governo do Estado reagiu com cautela às declarações do bispo do Marajó, dom José Luiz Azcona, 68 anos. O secretário em exercício da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Roberto Martins, disse que, em reunião em março passado, com dom Erwin Krautler, da Prelazia do Xingu, e dom Flávio Giovenale, de Abaetetuba, todas as reinvindicações sobre proteção de autoridades religiosas foram tomadas as devidas providências pelo Governo do Estado.

Ele explicou que, no caso do Programa de Proteção de Defensores de Direitos Humanos, seria no mínimo injusto com a atuação deles em prol da sociedade não mantê-los com segurança no local de atuação, ao contrário do que acontece com os protegidos pelo ProVita. Nesse programa, a pessoa ameaçada é transferida do local de atuação para ter maior segurança. Mas ele reconhece que a segurança não garante proteção total. 'A proteção é limitada, porque o contigente policial é insuficiente para proteger o universo de pessoas ameaçadas', declarou. O secretário informou que existem no Pará quase 300 pessoas ameaçadas e em torno de 100 sob proteção oficial.

Roberto Martins explicou que todas as denúncias sobre exploração sexual de crianças e adolescentes feitas pelo bispo foram encaminhadas aos órgãos estaduais competentes, como as polícias Militar, Civil e à Polícia Federal, que atua em parceria. 'Está sendo concluído um diagnóstico para a conclusão do plano estadual de ações integradas para enfrentamento do problema na Santarém-Cuiabá e nos municípios do Marajó', garantiu.

Ele reconheceu que há uma certa demora entre a denúncia e o combate do problema, mas já existem programas de retaguarda sendo executados em favor da criança e do adolescente no Marajó. O secretário não soube informar quando vão acontecer ações para prisão e indiciamento de acusados de exploração sexual ou tráfico de pessoas no Marajó. Ele sabe apenas que os dados levantados pela área de inteligência das policias Federal, Militar e Civil estão sendo cruzados. A assessoria da Secretaria de Segurança Pública também não deu informações sobre as medidas tomadas após as denúncias do Bispo.

A assessoria da Secretaria de Integração Regional (Seir) informou que no início de maio os governos Federal e Estadual vão lançar em Portel o Plano de Desenvolvimento Sustentável para o arquipélago do Marajó. Em nota, a assessoria disse que, com relação à prostituição infantil, o Plano Marajó prevê a implementação de programa de Proteção social às crianças e aos adolescentes vítimas de violência, abuso e exploração sexual, do Ministério do Desenvolvimento Social.
Fonte: Amazonia Jornal
A SEMANA

Irmãos saem de Belém para cometer assaltos em Portel e se dão mal

Edição de 17/04/2008

Flagrante
Polícia da cidade prendeu a dupla e recuperou parte do dinheiro roubado

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Os irmãos Adriano de Jesus Ferreira, 22 anos, e Emerson de Jesus Ferreira, 20, foram presos, anteontem pela manhã, acusados de assaltar um supermercado no município de Portel, na Ilha do Marajó. Os dois 'são bandidos com passagem pela Polícia na capital e estão morando em Portel há pouco tempo, com o único intuito de praticar crimes no município', disse por telefone um policial.

O assalto ao supermercado aconteceu no centro de Portel, na noite de segunda-feira. Por volta das 19h, os dois irmãos desceram de uma motocicleta vermelha e entraram no estabelecimento comercial anunciando, aos gritos, o assalto. Munidos com armas de fogo, eles ameaçaram matar os funcionários se não houvesse colaboração. Do local, os bandidos levaram aproximadamente R$ 2.000,00 em cheques e dinheiro. Depois de efetuarem o roubo, eles fugiram na motocicleta.

Policiais civis e militares, comandados pelo delegado Victor Diego Ribeiro, juntamente com os cabos Lúcio Cláudio Pantoja Seabra e Reinaldo Martins, conseguiram prender os irmãos no final da manhã de anteontem. Eles estavam escondidos em uma residência, localizada no bairro do Pinho, aparentemente sem dono. Com eles foram encontrados R$ 460, dinheiro proveniente do assalto. Os dois bandidos foram presos em flagrante e levados para a Delegacia de Portel.

Segundo informações do delegado Victor Diego, os dois irmãos são de Belém e já tinham passagens na Polícia da capital, também por assaltos. Ainda segundo o delegado, eles estariam em Portel há cerca de três meses, com o único intuito de praticar roubos na região.

A Polícia local ainda investiga a possibilidade de mais pessoas estarem envolvidas no crime.



PORTEL
15/04/08
O vigilante João Batista de Oliveira, 42 anos, foi agredido a terçadadas, no município de Portel, Ilha do Marajó, na madrugada da última sexta-feira. O agressor, Edinelson Bahia dos Santos, está preso na Delegacia do município, autuado em flagrante por tentativa de homicídio. A vítima foi encaminhada ao Pronto Socorro Municipal (PSM) da 14 de Março em Belém, onde está internada em estado grave.

A tentativa de homicídio ocorreu na madrugada de sexta-feira, por volta de 5 horas. Ainda não se sabe o motivo que levou Edinelson a tentar matar o vigilante. Segundo depoimento do próprio agressor, o vigilante o teria ameaçado dizendo que, caso ele não saísse de perto do estabelecimento que o vigilante trabalhava, atearia fogo em Edinelson. No local do crime não foi encontrado nenhum tipo de produto inflamável e João também não portava nenhum tipo de arma. Ainda segundo o agressor, o terçado usado para agredir o vigilante teria sido dado por um outro comparsa. A Polícia está no encalço da segundo agressor. Após o crime, Edinelson fugiu do local, sendo encontrado horas depois na sua residência.

Policia
14/04/08
ainda na sexta feira no bairro da cidade nova
o assaltante conhecido como baixinho tentou roubar o padeiro de nome "jesus" nao conseguindo lhe aplicou tres facadas que atingiram orgãos internos que fora trasferido em estado gravissimo para belem, o amigo que tentara socorrer-lhe tambem saiu esfaqueado o bandido ja foi detido pela policia militar do municipio
Fontes: O Liberal

16.4.08

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10.4.08

PORTEL INCRIVEL Parte 3

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O Pescador Antonio almeida pescava tranquilamente em sua canoa em frente a empresa Amacol, onde ja tinha pego alguns tucunares e umas pescadas. quando ja se preparava para ir embora fora surpreendido com uma forte fisgada surpresa maior foi quando o peixe apareceu. tratava-se de um TUBARÃO

O Animal encontra se na bliblioteca do colegio Nicias Ribeiro
no bairro da vila velha aberta a visitação publica.

9.4.08

COMEÇA O ASFALTAMENTO DE ALGUMAS RUAS DE PORTEL

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FLORIANO PEIXOTO,MAGALHAES BARATA E SEVERIANO DE MOURA SAO ALGUMAS DAS RUAS CONTEMPLADAS COM O PROJETO DO GOVERNO DO ESTADO

8.4.08

PORTEL INCRIVEL Parte: 1

Evidências: Operação Prato: Novas Revelações

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Em 1977 e 1978, os estados do Pará e Maranhão foram palcos de uma incrível onda ufológica. Diversos municípios destes estados foram invadidos por estranhos objetos luminosos que projetavam focos de luz e segundo o relato de vários moradores e também pela divulgação da Imprensa local sugavam pequenas porções de sangue de suas vítimas. Este fenômeno foi imediatamente batizado de “chupa-chupa” ou “luz vampira”.

">Presidente do GUG – Grupo Ufológico de Guarujá

Já no início do segundo semestre de 1977, o pânico se instaurou naquelas localidades, sendo que as autoridades locais procuraram ajuda militar. Assim, em meados de agosto de 1977, o chefe da 2ª Seção do I COMAR – Comando Aéreo Regional do Pará, o coronel Camilo Ferraz de Barros, apoiado pelos brigadeiros Protásio Lopes de Oliveira e João Camarão Teles Ribeiro, criaram a “Operação Prato” designando o capitão Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima para a chefia daquela equipe, que objetivava esclarecer o que de real existia sobre aqueles aparecimentos.

Vinte anos depois, em 1997, Uyrangê Hollanda confirmou publicamente sua participação divulgando vários detalhes das pesquisas realizadas por sua equipe de militares na época, inclusive mencionando seus contatos pessoais com aquele inusitado fenômeno, descrevendo as naves e os seus tripulantes. Pouco tempo depois dessas revelações se suicidou, criando muita polêmica no meio ufológico brasileiro, pois alguns pesquisadores acreditavam que ele realmente havia se suicidado, enquanto que outros defendiam que ele fora assassinado por causa de suas revelações. Havia ainda outra vertente que afirmava que Uyrangê não teria morrido, mas sim, mudado de identidade e deixado o nosso País.

Particularmente acredito no suicídio, pois em seus depoimentos de 1997 ele deixa claro que já estava pensando nisso, além de já ter tentando o suicídio em anos anteriores, conforme afirmaram seus familiares.

No início do ano 2000 notei que havia dois croquis (um mapa e uma representação artística de um avistamento) efetuados pelo sargento Flávio, sobre um caso envolvendo um piloto e que não constava nos relatórios oficiais em meu poder. Entretanto, havia o nome da testemunha. Meses depois, consegui localizar o piloto comercial Cláudio Guimarães Temporal, que me forneceu detalhes da sua ocorrência.

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No dia 11 de janeiro de 2008, após ligar para o piloto Temporal, mandei um e-mail para ele e recebi resposta no dia seguinte com dados que confirmam o caso e pela primeira vez divulgo ao público por meio da transcrição abaixo:

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Prezado Edison, em relação ao fato lembro-me que isso ocorreu em setembro de 1978. Decolei ao nascer do Sol numa pequena aeronave um Cessna 205, prefixo PT-BXX de Belém para Portel, pequena cidade no rumo 270 e a 270 quilômetros de Belém. Ascendi a 4500 pés de altitude, estabilizei o vôo por cima da camada de nuvens após 01h00min de vôo iniciei a descida, avistei o estreito de Breves, canal que liga o Rio Amazonas ao Rio Pará - no meu través direito - continuei descendo e avistei também a cidade de Melgaço à direita a visibilidade estava restrita para à frente e melhor na vertical eu sabia que estava na rota certa pois estava avistando a água da baía de Melgaço abaixo e Portel deveria estar à minha frente. Eu estava atravessando a camada de nuvens, cruzando aproximadamente 2.500 pés, quando de repente avistei bem na minha frente e em rota de colisão, parecia a lateral de um enorme navio parado na minha frente, pensei que iria me chocar pois estava muito próximo, em uma fração de segundo aquela coisa deslocou-se numa velocidade incrível para direita e subindo para o azul do céu no rumo Norte. Olhei para o co-piloto com olhar interrogador se ele havia visto aquilo mas ele estava preocupado com a navegação e com a nossa descida, portanto olhando para baixo, ao retornar para Belém, impossível não comentar o ocorrido, alguns dias depois fui procurado pelo Sr. Flávio depois vim a saber que o mesmo pertencia ao serviço de Informação do I COMAR. Relatei o episódio e ele gravou a nossa conversa com um gravador que trazia consigo em uma bolsa que portava a tiracolo. No dia seguinte ele trouxe meu depoimento datilografado.

Pediu-me para lê-lo e se estava correto eu assinasse o documento. Ele me disse: “Você é um cara de sorte avistou uma Nave Mãe, essa aí já é nossa velha conhecida! Dá uma olhada aqui.”. Então tirou da bolsa, várias fotografias em preto e branco com silhuetas de discos, pontos luminosos que pareciam estrelas. O objeto que eu avistei parecia um enorme navio na cor marrom não vi trem de pouso, depois desse fato continuei exercendo minha atividade até novembro de 2002 quando me aposentei e nunca mais avistei outro, quanto ao co-piloto, era um rapaz que estava estagiando, peruando vôos, inicio de carreira de todo piloto, nunca mais eu soube dele, é o que eu recordo. Um abraço,
Cmte. Temporal”
Fonte:BUR.com.br

7.4.08


HONORÁRIOS

Doação

O advogado Ismael defensor dos ribeirinhos de Portel na ação civil pública contra o ,Estado, em causa no valor de R$ 200 milhões, decidiu que, se ganhar a questão, irá doar 30% de seus honorários para a Fundação Ofir Loyola, que cuida de crianças e adultos pobres com câncer. Parte dessa doação também será feita à República de Emaús, do padre Bruno Secchi, à qual o advogado já presta colaboração. No mínimo, seriam doados quase R$ 7 milhões.

5.4.08

A degradação que dá susto...
Nelson Tembra
Engenheiro Agrônomo - Consultor Ambiental / Belém do Pará


Na condição de Secretário Municipal de Meio Ambiente de Portel, gostaria de comentar a notícia publicada na coluna Em Poucas Linhas de O LIBERAL de 8 de dezembro de 2006, de que 'O ritmo da exploração madeireira no município de Portel, Ilha do Marajó, tem assustado até técnicos do Ibama: algo em torno de mil metros cúbicos por dia'. O número apresentado, infelizmente, está muito aquém da triste realidade.

Em atendimento ao ofício da Prefeitura Municipal. protocolado na Superintendência do Ibama/Pa sob o n.º 02018.009982/2006-37, em 7 de novembro deste ano, o chefe da Ditec, Samuel Pereira de Freitas, nos encaminhou a listagem dos Planos de Manejo Florestal Sustentável - PMFS que se encontram aptos neste órgão até a presente data. São 32 Planos que autorizam a exploração de cinco milhões duzentos e doze mil seiscentos e quarenta e três metros cúbicos, duzentos e vinte e quatro decímetros cúbicos por ano, ou seja, mais de 14.000 metros cúbicos/dia.

Considerando a estimativa que, em toda a região, apenas 20% da exploração madeireira se processa dentro da legalidade, as projeções são de que mais de 40.000 metros cúbicos são extraídos ilegalmente e transitam livremente todos os dias, somente no município de Portel. Espero que os técnicos do Ibama não morram de enfarto com a presente informação

PORTEL INCRIVEL Parte 2


PORTEL-PA - Ocorrência de uma Tromba d’água no rio, em frente à cidade de Portel, sendo filmado e até divulgado pelo Jornal Nacional. Pelas características, F0 na escala deFujita. Isso ocorreu no ano de 1999.
Um meteorologista da SECTAM(Secretaria Estadual do Pará de Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente) deslocou-se na epoca até Portel, para explicar àpopulação qual o tipo de fenômeno que ocorreu e as precauções, que deveriam ser tomadas


o Tornado/Tromba dágua possui um diâmetro em torno de dezenas de metros. O fenômeno, que ocorreu nessa área, com certeza é Tornado e pelos estragos, estariaentre F0 e F1.
Maiores informaçoes:
Fonte: http://www.temposeverors.com/trombas.htm
LIMINAR
Vereadora

A vereadora da Câmara de Portel, Maria Vanda do Nascimento Costa, cassada pelo TRE por infidelidade partidária, conseguiu uma liminar do TSE para se manter no cargo. O ministro Marcelo Ribeiro concedeu o benefício, acatando a alegação de que houve 'justa causa' para a mudança de partido. A decisão do TSE vai embolar a disputa pelo cargo, uma vez que o suplente já havia assumido. Vanda foi eleita pelo PRTB em 2004 e pulou para o PMDB em 2007.
FABRIL CAMPEÃO 2007
Final decidida nos penaltis na qual o aliança esportiva camel desperdiçou os dois primeiros penanltis iniciais deixando aberta o bi-campeonato para o fabril.
Campeão: Fabril


Vice-Campeão: Camel
Famílias de Portel cobram R$ 200 milhoes do Estado

INDENIZAÇÃO
Ação é movida por famílias expulsas. Empresa de Portel também é ré.

As populações tradicionais de Portel e a prefeitura do município ingressaram na Justiça Federal com ação civil pública, com antecipação de tutela, cuja causa está avaliada em R$ 200 milhões contra o Instituto de Terras do Pará (Iterpa), o Estado do Pará e a empresa Agropecuária Brasil Norte S.A. Produção e Exportação (ABC). A ação pede a suspensão dos registros imobiliários de 100 mil hectares de terras da área conhecida por gleba Joana Peres 1, realização de ação discriminatória e, definidas as posses, o cancelamento dos registros de imóveis emitidos em nome da empresa. Além disso, os autores da ação cobram pagamento por danos morais coletivos e querem que o Iterpa emita em seu favor os títulos definitivos das posses que forem identificadas no processo discriminatório. As famílias mais prejudicadas estão nas áreas ao longo dos rios Camarapi e Pacajá.
'Isto é um escândalo, típico de grilagem oficial, praticado pelo Iterpa em favor de uma empresa particular e em total detrimento aos direitos de populações tradicionais cujos direitos humanos foram violados pelo aparelho policial do Estado e pistoleiros da empresa, que expulsaram, intimidam e ameaçam famílias nas terras onde elas sempre viveram e dela tiram o próprio sustento', afirma o advogado Ismael Moraes, que assina a ação. Ele acrescenta ter havido 'fraude e nulidade de pleno direito' na emissão dos títulos. As terras foram vendidas pelo Estado para a ABC em 1977 e, pelo Código de Processo Civil, o direito para propor ação de cancelamento de registro já prescreveu há mais de 15 anos.
A tese de Ismael Moraes, porém, é a de que os direitos humanos dos ribeirinhos são imprescritíveis. E o argumento principal é de que a República Federativa do Brasil, da qual o Pará faz parte, e a União Federal, respeitam tratados e convenções de direitos humanos em que são signatários. Lembra o advogado que o atual presidente do Iterpa, José Benatti, tem uma tese de doutorado sobre a posse agroecológica, que estaria acima de qualquer título de propriedade. Esta seria a situação das famílias que estão processando o Iterpa. 'A tese foi elaborada quando o Benatti era professor de Direito da Universidade Federal do Pará (UFPA), mas agora, que é o presidente do Iterpa, ele simplesmente se cala e não faz nada para reconhecer os direitos dos ribeirinhos', alfineta Moraes.
VIOLAÇÃO
O assessor da presidência do Iterpa, o advogado Girolamo Trecanni, disse que o órgão ainda não foi citado na ação e que, quando isso ocorrer, irá se manifestar publicamente. Trecanni conhece o problema dos ribeirinhos, mas preferiu não entrar no mérito, dizendo apenas que o Iterpa está promovendo a regularização fundiária e atendendo famílias de ribeirinhos e agricultores de Portel que não estão dentro da área de propriedade da ABC.
Moraes promete que no caso de o Estado, representado pelo Iterpa, não resolver o problema até fevereiro do próximo ano, ele ingressará nos tribunais internacionais contra as autoridades paraenses por 'violação de direitos humanos e genocídio'. 'Foi, repito, uma grilagem oficial, porque quem dela participou foi o próprio Estado', salienta o advogado, que concorda com as críticas feitas no caso pelo advogado, agrimensor e ex-diretor do Iterpa, Paraguassu Éleres, de que a demarcação das terras hoje ocupadas pela ABC teria que ter sido feita pelo órgão antes da venda. Trecanni discorda desse entendimento, argumentando que a demarcação é de responsabilidade de quem adquiriu as terras e não do Estado.
O defensor dos ribeirinhos se diz pronto para contestar quaisquer argumentos do Iterpa e da ABC na ação, afirmando que ambos alegarão, como questão preliminar, a prescrição do processo para cancelamento dos registros de imóveis das matrículas abertas em favor da empresa, outorgando-lhe propriedade nas terras pertencentes às populações tradicionais.
Mas observa que o caso não trata de 'mera discussão de direito privado acerca de propriedade, mas sim de direitos humanos ao solo, à habitação e ao universo sociocultural e à sociobiodiversidade'. As disposições legais contidas no Código Civil, segundo o advogado, 'não se sobrepõem aos princípios constitucionais e às normas de direito internacional garantidores dos direitos das comunidades de Portel'

E O OURO VERDE SE VAI ENQUANTO PORTEL CAI!


Duas balsas contendo cerca de 600 metros cúbicos de madeira de lei, em toras sem licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foram apreendidas por policiais da Delegacia de Polícia Fluvial (DPFlu), ligada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), durante a operação 'Sirituba'. O flagrante ocorreu na orla do município de Igarapé-Miri. Uma pessoa foi detida. A carga foi avaliada pelos policiais da DPFlu em cerca de R$ 300 mil.
De acordo com as informações do delegado Pedro Monteiro, da DPFlu, a operação 'Sirituba' durou cinco dias (de 10 a 15 de dezembro) e visou combater crimes fluviais como assaltos e furtos a embarcações em vários municípios paraenses, em especial em Abaetetuba e Igarapé-miri. No entanto, os policiais acabaram flagrando também crimes ambientais, como o carregamento de madeira sem o Guia Florestal - documento obrigatório para esse tipo de transporte e que deve ser obtido junto ao Ibama.
Hélio Farias Rabelo, que comandava uma das balsas, foi identificado como dono de parte do carregamento. O outro proprietário ainda não foi identificado.
Hélio foi encaminhado para a Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema), onde seria indiciado de acordo com o artigo 38 da lei 9.605/98. 'O acusado deve ser submetido ao pagamento de multa, cujo valor será afixado pela Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) e terá de responder criminalmente pelo artigo 38, que trata do transporte ilegal de madeira, podendo ser condenado a uma pena que vai de um a três anos de prisão', esclareceu o delegado.
Ambas as balsas partiram do município de Portel, na ilha do Marajó, carregadas de madeira extraída naquele município.que ja e reconhecido como um dos municipio que mais extraem madeira ilegal do estado Uma das balsas tinha como destino o município de Moju. Já a outra, seguia para o porto de Icoaraci, em Belém.
Entre o material apreendido há exemplares de madeiras de lei como Cupiúba, Angelim e Muiracatiara.


ALTUAÇÃO IBAMA
Diário de Bordo
Madeira e moeda de troca no Pará -

O município de Portel fica ao sul da Ilha de Marajó, uma região repleta de rios, a meio caminho entre Macapá e Belém. Na primeira visita da Expedição Vaga Lume a cidade, em 2002, chegamos de barco, vindos do Amapá. O barco em que viajávamos, ia buscando e deixando cargas e passageiros a cada parada, carregando uma quantidade enorme de madeira. Numa das localidades, por nome Betéu de Breves, havia uma serraria e um pátio, onde meninos trabalhavam na fabricação de cabos de vassouras. Numa outra, havia uma grande produção de palitos de dentes. Em Portel, espantou-nos a quantidade de balsas carregadas com toras e mais toras de árvores serradas. Em toda a região, vendia-se madeira com tranqüilidade. Não encontramos nenhuma fiscalização. Dois anos depois, voltamos a Portel: nós, as eleições e as balsas novamente! Dessa vez, a chegada foi pelo ar: pousamos na pista de uma fazenda com um avião Caravan da FAB. A bordo do barco Rio das Flores III, passamos 2 semanas trabalhando em 10 comunidades rurais.Na comunidade São Sebastião, conhecemos Seu Jiloca, caboclo simpático, cerca de setenta anos, natural do igarapé Maparauá. Amável e muito conversador, Seu Jiloca nos levou na mata para ver como é que 'se puxava madeira com caminhão'. Nos contou que a madeira é toda vendida a empresas ou regatões. Os regatões são uma espécie de mercearia fluvial ambulante, onde se troca a madeira bruta por sabão, cigarros, macarrão, bolachas, roupas, café, açúcar, etc... As empresas exportam quase a totalidade de sua produção e há demanda enquanto houver madeira. Por isso as balsas trabalham incansavelmente levando os antigos jatobás, cumarus e angelins pedra para o porto de Belém. Para uma paulistana, é difícil compreender como Seu Jiloca consegue dispor de uma árvore de mais de 150 anos sem sentir culpa ou remorso. É difícil acreditar que aquele senhor adorável seja um agente de desmatamento da Floresta Amazônica. Ele percebe nossa admiração e se explica: vender madeira é a única alternativa que conhece para ganhar dinheiro e comprar alimentos, óleo para o gerador de energia, botas e os remédios que precisa. Eu pergunto quanta madeira ele já tirou em sua vida. 'Muuuita mesmo: antigamente tinha demais!", ele diz. Hoje só resta a madeira branca, de menor valor. A madeira de lei já foi na sua maior parte derrubada. "O que vai sobrar para seu neto tirar, Seu Jiloca? Do que ele vai viver?". Ele fica pensativo... Seu Jiloca, por sua vez, fica admirado em saber temos um rio na nossa cidade onde não se pode lavar roupa, nadar ou pescar. "Mas como?", quer saber. A melhor explicação que tenho para dar é que os que vieram antes de nós não souberam utilizar os recursos do rio pensando no futuro.Como seria bom que Seu Jiloca tivesse a sabedoria que não tivemos de pensar no futuro. Mas os seres humanos parecem precisar viver a escassez de recursos para querer preservá-los.

Caxiúana no Arquipélago do Marajó poderá ser zona úmida internacional


Caxiúana


10/09/2007
Por enquanto ainda é só uma proposta, sugerida por técnicos da atual Secretaria de Estado de Meio Ambiente, nos estudos do Zoneamento Ecológico-Econômico do Pará (ZEE). Mas o Marajó reuni as condições necessárias para receber o reconhecimento internacional de ser um território de zonas úmidas ou `Sítio Ramsar`.
O nome Ramsar é uma referência à cidade iraniana onde foi assinado, em 1971, o tratado para a conservação e o uso racional das chamadas zonas úmidas planetárias, a `Convenção de Ransar`.
O arquipélago do Marajó, que é uma Área de Proteção Ambiental(APA), tem essa indicação nos estudos do ZEE, enquanto `Espaços Especialmente Protegidos`, explica Crisomar Lobato, da coordenação de Proteção Ambiental da Sema, um dos defensores da proposta.`O Marajó tem o perfil geográfico, ecológico, cultural e turístico que se enquadra perfeitamente nas exigências da Convenção de Ramsar, e a inclusão num do arquipélago em zona úmida poderá gerar emprego e renda, sem falar dos ganhos com pesquisa para conhecimento científico`, defende Lobato.
Zonas Úmidas - As principais características dessas áreas são a exuberância de diversidade biológica e o fato de serem os ambientes mais produtivos do planeta. Suas funções ecológicas são vitais, com destaque para os serviços de proteção da costa marinha, qualidade da água e, podem ajudar a combater uma situação que vem tirando o sono de muitos cientistas: o desequilíbrio climático da Terra.
A Convenção de Ramsar define zona úmida de uma forma bastante abrangente, incluindo áreas de pântanos, charcos, turfas, superfícies cobertas de água (de regime natural ou artificial), permanentes ou temporárias, com água parada ou corrente, doce, salobra ou salgada. E amplia as zonas com as áreas marinhas, desde que a profundidade da maré baixa não ultrapasse a linha de seis metros, as regiões ribeirinhas, ilhas, e nestas duas situações, contempla o cenário amazônico e marajoara.
Mais de 140 países assinaram o tratado e, atualmente, já existem cerca de 1.320 Sítios Ramsar, todos com reconhecimento internacional. Para discutir planos, tendências e calibrar processos, a cada três anos representantes dos governos e especialistas se encontram nas Conferências das Partes (Cop).
Brasil - Em 24 de setembro de 1993, o Brasil ratificou a Convenção, sendo o 6º país do planeta em superfície na Lista de Ramsar. Temos oito zonas úmidas ou Sítios Ramsar, área equivalente a 6.456.896 hectares.Participar da Lista de Ramsar significa a possibilidade de negociação internacional focada no desenvolvimento de pesquisas, financiamento internacional e acordos de cooperação intergovernamental.Os governos têm que promover o uso sustentável das zonas úmidas, adotar políticas, legislação específica, programas de educação e conscientização ambiental, pesquisa, sem descurar do papel desses sítios para as atuais e futuras gerações.
Já existem oito Sítios Ramsar no Brasil, um deles localizado no Amazonas, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá. No estado vizinho, o Maranhão, são três : Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense; Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses; os Baixos do `Mestre Álvaro` e do Tarol. O Mato Grosso tem a Reserva Particular do Patrimônio Natural do Sesc -Pantanal.
Segundo ainda Crisomar Lobato, `o Pará deve lutar pelo reconhecimento internacional das potencialidades, já citadas, no Arquipélago do Marajó. Nós temos que defender aquele patrimônio e estudá-lo melhor`, adverte.

Fonte: Agência Pará

Peixe-boi bebê é capturado em Portel


Cuidados
Filhote se desgarrou da mãe e foi trazido a Belém, mas ainda corre risco de vida.

Um filhote de peixe-boi, animal ameaçado de extinção, foi levado ao Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves, no sábado, 26, para ser tratado. Depois de se desgarrar da mãe, que provavelmente foi morta, o animal recém-nascido foi encontrado por moradores do município de Portel, no rio Acuti Pereira. Ainda correndo risco de vida, o filhote deve permanecer em Belém por, no máximo, um mês, para então ser levado a um centro especializado, escolhido pelo Centro de Mamíferos Aquáticos (CME).
O animal foi encontrado na terça-feira, 22, por moradores da comunidade Santo Ezequiel Moreno, pertencente a Portel. De imediato, o filhote foi cercado no rio para não fugir, e a Secretaria do Meio Ambiente do município foi avisada. O Ibama, o CME e a Secretaria de Meio Ambiente de Belém foram acionados e iniciaram a operação de transporte do animal, coordenada pelos veterinários do Bosque Rodrigues Alves, Jairo Moura e Doracélia Alcântara.
Jairo conta que o peixe-boi aparentava ter entre 15 e 20 dias de vida, pois ainda havia restos de seu cordão umbilical. Também foram notadas pequenas escoriações pelo corpo do animal. Por isso, o veterinário teme que o mamífero não resista. 'Como há muitos fatores negativos, o principal é que ele é recém-nascido, estimo que tenha 50% de chance de sobreviver, mesmo já tendo um cuidado diário no Bosque', afirma. O animal é amamentado quatro vezes por dia, além de receber medicamentos e acompanhamento dos veterinários. Um peixe-boi costuma mamar por dois anos e vive até no máximo 70 anos.
A fragilidade do mamífero, explica Jairo, é o fator que obriga o tratamento num centro especializado, o que não existe em Belém. 'No Bosque e no Museu só existem animais adultos, mas nenhum lugar aqui está preparado para cuidar de um recém-nascido', conta. Os destinos mais prováveis do animal são Manaus, no Amazonas, e Balbina, no interior do mesmo Estado.
No Brasil há duas espécies de peixe-boi: o de água salgada, que vive no mar, e o de água doce, a espécie do filhote capturado na semana passada. Ambos estão ameaçados de extinção por conta da caça predatória feita durante os últimos anos. Calcula-se que existam cerca de 500 peixes-boi marinhos na costa brasileira. Quanto aos de água doce, não há estimativa. 'Eles têm cor muito escura, é difícil catalogar', explica Jairo Moura.

BATE PAPO PORTELENSE